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25 maio 2007

A miséria cultural na 'contemporaneidade'




Harold Bloom é um dos poucos críticos que se posicionam sobre a miséria cultural da chamada contemporaneidade. Uma miséria que se espraiou como metástase pelas universidades do mundo. A coragem de Bloom é a coragem de ser. O que vai abaixo saiu na Folha de S.Paulo em agosto de 1995 no caderno Mais! É muito importante e deve servir de alerta aos incautos e aos inocentes úteis. Bloom mostra que, atualmente, na 'contemporaneidade', não se leva mais em conta o valor estético. Como se pode ver a seguir:

Autor de 21 livros, professor catedrático nas universidades de Yale e Nova York, Harold Bloom é um dos mais importantes críticos literários do nosso tempo. Sua obra abrange desde um estudo sobre Shelley (1959), passando por grandes análises de Yeats (1970) e Wallace Stevens (1977), e pela monumental ``tetralogia da influência" (1973-76), até volumes mais recentes, de crítica cultural.Desde 1985, Bloom vem dirigindo, ainda, a publicação de cerca de 800 antologias de crítica literária (Chelsea House Publishers) _uma empreitada à altura de sua proverbial erudição e produtividade. Um novo projeto, recém-iniciado, consiste na elaboração de cerca de cem pequenos ``roteiros de leitura", sob forma de fascículos, para estudantes de curso secundário e de graduação.
Aos 65 anos (em 2007 deve ter 77), e com um novo livro sempre em andamento, ele continua escrevendo regularmente para jornais e revistas do mundo todo. E diz que espera dar aulas ``até que venham buscar meu cadáver".Foi na década de 70 que o nome de Bloom se tornou mundialmente famoso, por conta de seu conceito mais repetido: a angústia da influência (leia texto nesta página). De lá para cá, tem-se aproximado cada vez mais de um público não-acadêmico. Pode-se mesmo dizer que nenhum outro crítico é tão conhecido, hoje, dos leitores não-especializados.No ``Livro de J" (1990), um best seller, Bloomfaz uma leitura tão afrontosa quanto bem-humorada da ``Bíblia" como literatura. ``A Religião Americana" (1992) é uma tentativa de definir o espírito nacional dos Estados Unidos, com ênfase sobre a religião dos mórmons e dos batistas.Adversário contumaz do politicamente correto, publicou, no ano passado, ``O Cânone Ocidental", um volume majestoso, abarcando da Bíblia até Beckett, e que será lançado no próximo dia 14 no Brasil pela editora Objetiva. Nos Estados Unidos, em menos de um ano, já vendeu 65 mil exemplares. Seu próximo livro, ainda não publicado, vai-se chamar ``Augúrios do Milênio", que ele descreve como um ``estudo gnóstico sobre os sonhos, os anjos e a ressurreição". Vale dizer: uma resposta ao milenarismo.Em ``O Cânone Ocidental", Bloom estuda nada menos que 26 grandes autores, ao longo de mais de 500 páginas. Centrados sobre Shakespeare e Dante, e incluindo nomes como Cervantes, Montaigne, Goethe, Tolstói e Freud, os 26 servem para representar o cânone, que, segundo Bloom, está praticamente em vias de desaparecer dos currículos universitários. Combativo, ácido, mas acima de tudo muito engraçado, ``O Cânone Ocidental" é, de uma vez só, um dos maiores trabalhos de crítica literária do nosso tempo _uma façanha de dimensão gigantesca e enormes ambições_ e um dos mais corrosivos ataques à nova ordem acadêmica, sob o regime do multiculturalismo e do politicamente correto.
Eloquente, original, polêmico, Harold Bloom é admirado por seguidores e adversários, pelo conhecimento da literatura e a capacidade de renovar a interpretação de tantas obras. De sua autoria, foram publicados no Brasil ``A Angústia da Influência", ``Cabala e Crítica", ``Poesia e Repressão", ``Um Mapa da Desleitura" e ``O Livro de J" (todos pela Imago), além de ``Abaixo as Verdades Sagradas" (Companhia das Letras). Há um ano, ele colabora mensalmente com o Mais!.Num dia de julho, Harold Bloom recebeu a Folha em Nova York, para esta entrevista exclusiva. Nela, fala do ``desastre`` irreversível da crítica literária nas universidades americanas. Define-se a si mesmo como ``um crítico cômico" e relembra suas relações (e brigas) com Jacques Derrida e Paul de Man. Contrapõe sua leitura de Dante à do poeta T.S. Eliot, alvo também de muitas ressalvas. Afirma que Shakespeare ``é" o cânone, e mostra como ``todo intelectual do Ocidente, a partir de Hamlet, é Hamlet". Explica suas intenções com o livro sobre o cânone e critica a transformação gradual dos Estados Unidos numa nação ``neofascista".Certa noite de verão, em 1967, Harold Bloom teve um pesadelo. Sonhou que estava sendo sufocado por uma grande criatura alada. Levantou-se, lavou o rosto e começou a escrever ``A Angústia da Influência" (ed. Imago), até hoje seu livro mais importante.A criatura alada, no livro, aparece como o ``Querubim Cobridor", tomado de empréstimo ao poeta romântico Blake. Serve de símbolo à sensação angustiada de todo poeta, face ao peso dos precursores. A poesia não é outra coisa senão a tentativa do poeta de criar um lugar para si mesmo, lá onde não há mais espaço: na literatura. Para Bloom, portanto, a história literária é indistinguível da influência _das distorções e transferências na relação entre um poeta e seu precursor.Todo poeta nasce da relação com outros poetas e todo poema é a leitura de um outro poema, anterior. Mas esta não é uma leitura imparcial, porque o poeta forte está sempre se lendo a si mesmo, na obra dos outros. Vale dizer que não existem ``poemas" isolados, mas tão-somente relações entre poemas. Assim como não existe leitura, mas ``desleitura" _o deslocamento de uma obra anterior pela nova. O autor ``forte" é aquele capaz de inverter causa e efeito, criando a ilusão de que ele mesmo é o precursor do seu precursor.Cada novo autor torna-se, ele mesmo, um ponto de referência não só para as obras do futuro, mas também do passado. Como já escrevera Jorge Luis Borges, depois de Kafka, há autores kafkianos por toda a história da literatura. Bloom reconhece Borges como um antecessor, mas não aceita o ``idealismo estético" do autor argentino. A criação do precursor, para Bloom, não pode ser limpa de rivalidade e polêmica: ``Todas as coisas já têm nome. O esforço de apagar esses nomes é uma incitação às verdadeiras batalhas combatidas sob o estandarte da influência poética, guerras declaradas pela perversidade do espírito contra a riqueza reunida, a riqueza da tradição" (Introdução a ``Yeats", de 1970).Se o significado de um poema é outro poema, se cada poema é um ``ato de leitura" _menos um objeto do que um movimento em relação a outro poema anterior_, então a poesia não difere, essencialmente da crítica. Da mesma forma que a crítica é, ou deveria ser, poesia em prosa, neste sentido específico de ``poesia". Criação literária e leitura passam a ser sinônimos.Questões de influência estão intimamente ligadas à história literária.
Para Bloom, a influência é a própria força de formação do cânone. A resposta à pergunta ``quem canonizou Milton?" é, em primeiro lugar, o próprio Milton (ao se constituir como poeta), mas também outros poetas (ao fazerem da sua própria poesia uma maneira de resistir ou se desviar de Milton).É para a historiografia, portanto, que tendem a convergir os caminhos da influência. Da perspectiva aberta pelos trabalhos de Bloom, fica difícil manter padrões tradicionais de período, estilo, ou mesmo de autor, contestados ali pela exposição de uma ``vida privada" dos textos. Seu livro mais recente, sobre o cânone, foi escrito como uma reação às condições particulares da cultura e da política americana hoje; nem por isto fica menos claro esse arco de 20 anos e 15 livros, que liga, com toda a força de uma determinação poética, ``A Angústia da Influência" a ``O Cânone Ocidental".(Arthur Nestrovski)A crítica literária está morta, ou quase morta, na academia americana; para sobreviver, terá que mover-se para fora dali; a próxima geração de bons leitores e críticos virá de fora da universidade Grande conversador, tão generoso com suas idéias quanto impiedoso com os inimigos, Harold Bloom é um dos observadores mais agudos da situação cultural e política do seu país. De sua casa, em Washington Square, ele nos ensina a ver melhor toda a comédia amarga do que outro habitante mais antigo desta mesma praça, Henry James, já descrevia como ``a cena americana"
.Folha - Em seu livro, o senhor escreve que ``nós estamos destruindo todos os padrões intelectuais e estéticos nas ciências humanas e sociais, em nome da justiça social". ``Nós", aqui, significa presumivelmente ``eles", se não ``vocês".
Harold Bloom - Não sei como é o caso no Brasil. Para os países de língua inglesa, de maneira muito marcada, ``nós" significa simplesmente a academia. Nos Estados Unidos, como na Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, a situação foi tomada pela maré terrível do que eu chamo de Escola do Ressentimento.Fundamentalmente, o que ocorreu _e parece agora impossível de ser revertido_ foi uma coalizão de, entre aspas, ``feministas", ``marxistas", ``neo-historicistas", ``materialistas culturais" e teóricos de inclinação francesa _Lacan, pseudo-Lacan, pseudo-Derrida, pseudo-Foucault. Esta coalizão representa hoje cerca de 70% dos professores em meio de carreira, e mais da metade deles são cultuadores fanáticos da Escola do Ressentimento.Não estão interessados em literatura, ou na filosofia tradicional; decididamente não têm o menor interesse por interpretações convencionais da história ou pela história das idéias. Não têm interesse algum por aquilo que eu chamo de crítica literária, que é o que o mundo sempre considerou como tal, desde Platão, Aristóteles e Longino até uns 15 anos atrás.
Folha - Mas o ressentimento é contra o quê?
Bloom - Falo de uma Escola do Ressentimento, jogando com o sentido nietzscheano da palavra, porque a meu ver seu ressentimento está dirigido, antes de mais nada, contra a própria idéia da literatura como força da imaginação.Eles insistem que o valor estético é uma forma de mistificação burguesa: é simplesmente uma tentativa, por parte das classes dominantes, de encontrar maneiras de preservar o sistema econômico, político e social, ancorado em escritores ``homens, brancos e mortos", seja da América ou da Europa. O sistema, sem dúvida, está sendo preservado; mas parte do fascínio, ou melhor, do horror do que vem acontecendo é o fato de que essa gente de pseudo-esquerda não pode ser mais fraudulenta _porque não são, na verdade, de esquerda: são eles mesmos mistificadores burgueses, que se mistificaram ao ponto de se acreditarem revolucionários, quando, de fato, estão vivendo muito bem, por cima da carne seca.
Folha - Mas não há nada de autêntico neste movimento?
Bloom - Falo de pseudofeministas, por exemplo (e eu as conheço bem: muitas foram minhas alunas de doutorado, como aliás um bom número dos nomes mais importantes da Escola do Ressentimento inteira _hoje não falam mais comigo, nem eu com eles), porque nunca tomaram parte em qualquer manifestação a favor do aborto, nunca tentaram fazer qualquer coisa pelas mulheres pobres ou pela população carente em geral, nunca nem ao menos colaboraram com as ligas políticas pela defesa dos direitos da mulher.Do mesmo modo, não passam de pseudomarxistas: na verdade, pertencem à alta burguesia.Folha - Mas este movimento tem alguma força fora da universidade?Bloom - É um movimento espantoso, que acabou provocando as piores reações. Somos hoje os Estados Unidos da Gingríchia, governados por um partido republicano sulista, de extrema direita (liderado por Newt Gingrich), e que está aí para ficar. E isto se deve, em parte, a essa gente.A ação afirmativa (as várias políticas de compensação das minorias) começa a definhar na universidade, como na sociedade em geral, mas para eles já atingiu seus resultados. Estão aliados não só com os nacionalistas afro-americanos, que há muito tempo abandonaram qualquer critério estético _se é que jamais tiveram algum_, mas também com os assim ditos ``multiculturalistas". E o resultado é esta insanidade, a aceitação de que o teste de valor para uma obra literária _o teste canônico, por excelência, que é definir se uma obra deve ou não ser estudada enquanto texto_ resume-se à pergunta: a autora é mulher? O autor é americano-asiático ou americano ``nativo" (descendente dos índios)? Isto, em oposição a um anglo-saxônico ou um judeu _porque os judeus, de algum forma, são misturados no mesmo balaio dos anglo-saxões, como parte da assim chamada ``elite" ou ``estrutura corporativa da realidade".
Folha - Onde isto deixa a crítica literária?
Bloom - A crítica literária está morta, ou quase morta, na academia americana. Haverá de sobreviver, porque é parte da literatura e a literatura vai sobreviver, mas terá de mover-se para fora da academia.Eu agora digo a todos os meus melhores alunos de graduação para não cursarem pós-graduação nessa área. Façam qualquer outra coisa, garantam a sobrevivência do jeito que for, mas não como professores universitários. Sintam-se livres para estudar literatura por conta própria, para ler e escrever sozinhos; porque a próxima geração de bons leitores e críticos terá de vir de fora da universidade.Virá de outros ambientes, como as editoras, a mídia, as agências de publicidade e de relações públicas e outras esferas profissionais, como direito ou medicina. E, talvez, a longo prazo, isto seja mesmo saudável.
Folha - Talvez, mas as perdas também não serão pequenas.
Bloom - Hoje em dia, só o que se pratica na universidade americana é um teste de filiação ideológica. Se você acredita que a obra de Faulkner é, como é mesmo, mil vezes superior aos últimos romances de Toni Morrison, não terá lugar na universidade. Não será nem aceito como aluno de pós-graduação nas melhores escolas.Só restam, agora, uns dois ou três refúgios. Harvard está lutando, mas basicamente já foi tomada pela Escola do Ressentimento. Yale permanece um bastião de resistência, com mais um ou outro lugar. Mas eu diria que, das aproximadamente 200 universidades em nosso país, 190 renderam-se incondicionalmente.Princeton, por exemplo. O departamento oferece aos alunos uma lista dos 20 professores que ensinam literatura. Pois bem: desses, 16 _12 deles meus ex-orientandos_ indicam como principal linha de pesquisa os ``estudos de gênero" (masculino/feminino). Isto quer dizer que o departamento de literatura na universidade de Princeton tornou-se, agora, na prática, um departamento de estudos de gênero!Parece piada, mas o fato é que o estudo da literatura nos Estados Unidos transformou-se em estudos de gênero, estudos étnicos, estudos raciais. O que mais se pode dizer?
Folha - Mas o que, afinal, se lê nesses cursos?
Bloom - Nós temos hoje dezenas de milhares de alunos de graduação em literatura e milhares de pós-graduação que jamais leram Shakespeare, jamais leram Wordsworth, jamais leram Cervantes _frequentemente nem sabem de quem se trata_, mas já leram Foucault! São verdadeiras autoridades em Foucault.Minha sentença favorita no livro é a seguinte: se multiculturalismo significasse Cervantes, quem poderia reclamar? Mas o problema é que não significa. Significa algum autor sem expressão, geralmente do sexo feminino, mas com algumas exceções para homens porto-riquenhos e chicanos. Autores da pior qualidade, cujos nomes nem vale a pena mencionar.Folha - Dê ao menos um exemplo.Bloom - No livro eu menciono um caso, sem dar o nome, mas trata-se do escritor chicano-americano Gary Soto. Foi este senhor o escolhido, por voto, na Universidade de Chicago, para substituir, como tema de estudo no curso de introdução à literatura, o senhor Ernest Hemingway.Folha - O ``Cânone Ocidental" tem sido muito atacado especialmente pelas listas de ``obras canônicas" no final do livro.Bloom - Nao consigo entender por que as listas vêm desviando a atenção do livro. A coisa mais importante nem ao menos é a polêmica (sobre o cânone e o multiculturalismo). É o que tenho a dizer sobre os 26 autores, que estão ali, implicitamente, representando o cânone.A polêmica é secundária. Restringe-se a uma seção elegíaca no começo e outra, ainda mais breve, no fim. E tenho uma certa tendência, ao longo do texto, de me animar um pouco, fazendo piadas à moda de Jonathan Swift, castigando inimigos. De maneira geral, são piadas bem humoradas.Folha - Talvez fosse bom explicar, de uma vez por todas, o sentido das listas.Bloom - Há um ponto importante sobre as listas que eu devo deixar claro, especialmente para os leitores brasileiros. Como digo no livro, elas foram pensadas, muito particularmente, para leitores norte-americanos e, secundariamente, para leitores de outros países de língua inglesa.Sei que existem alguns romancistas e poetas brasileiros de primeira grandeza, mas estão muito mal representados em tradução para o inglês. Portanto, não estão na lista.A tradução de Guimarães Rosa, por exemplo, é um absurdo completo. Não dá para ler; é um inglês semiletrado. Até a regência verbal tem erros. O mesmo se passa com Euclides da Cunha.Meu português, hoje em dia, já dá para ler um jornal. Com apoio de traduções, posso ler Carlos Drummond de Andrade. Mas não sou capaz de ler um português mais difícil. Sem uma tradução lúcida e inteligente, que me dê ao menos algum senso da qualidade literária da obra, como posso recomendá-la para um leitor americano?Hoje me pergunto se não teria sido melhor deixar a lista de fora desde o início. Por outro lado, queria mostrar, especialmente na lista de autores contemporâneos, que há toda sorte de obras da moda, incluindo as politicamente corretas, que não têm lugar ali. Mas não sei mais o que pensar, meu caro. Acho que as listas causaram mais mal do que bem. Só posso repetir que não há razão alguma para a lista ser publicada no Brasil (ela será editada no volume brasileiro).
Folha - Podemos falar um pouco sobre a importância de Shakespeare no livro?
Bloom - O ``Cânone Ocidental" é, de muitas maneiras, um livro sobre Shakespeare. Sobre a sua presença avassaladora nas literaturas do nosso mundo e também sobre o fato de que Shakespeare, como eu digo em certo ponto, é o primeiro, o único, o verdadeiro autor multiculturalista. Mais do que Dante, porque Dante só é lido, basicamente, por outros poetas, não pelo leitor comum. Mais do que Dickens, mais até do que Cervantes, embora esse seja um rival considerável. Shakespeare é o nosso verdadeiro multiculturalista.
Folha - A questão do cânone, no fundo, não está ligada à poética da influência, isto é, à forma como os autores se lêem uns aos outros e assimilam e desvirtuam as obras uns dos outros através da história? Neste sentido, não se pode dizer que o senhor vem pensando sobre o cânone desde o princípio?
Bloom - Sempre fui fascinado pela questão do cânone, desde minha tese de doutorado. Só cheguei a um entendimento do processo da influência por meio do processo canônico.Foi ficando cada vez mais claro para mim que o motivo por que um poeta como Wordsworth, o poeta canônico por excelência, jamais teve a mesma penetração na Europa que Byron e Shelley é porque Byron, que detestava Wordsworth, e achava que detestava sua poesia também, mesmo assim fica reescrevendo essa poesia.

4 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Realmente a crítica de Bloom se concentra na regressão cultural de nossos dias de forma muito objetiva. Sua obra tem observado esta estagnação da cultura em tempos de mediocridade reinante, que se estede a todos os segmentos do pensamento nesta quase "nova Idade de Trevas" da humanidade.

Mara Cardoso disse...

Nao passa de um bacharel, esso Jonga

Paula Gramacho disse...

E corno!

André Setaro disse...

Cumpre-me dizer que o Jonga tem todo a razão. Vocês, desculpem-me, mas talvez estejam na maré proposta por Bloom ou sejam protótipas da Escola do Ressentimento tão bem referida por ele.