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13 março 2008

A revoada continua



Agrava-se a situação de Revoada, de José Umberto. O produtor Rex Schindler levou-o à montagem sem que o seu autor, Umberto, pudesse ver qualquer coisa. E já se encontra prestes a entregá-lo, assim desfigurado, ao Ministério da Cultura para cumprir as cláusulas do contrato. O fato é que o produtor não tinha esse direito, o de fazer a montagem ao gosto de seus propósitos mercadológicos sem atender as observações do autor, que o queria montado de maneira completamente oposta. O imbloglio, como se vê, continua a todo vapor. Recuperará José Umberto o direito de montar o seu filme à sua maneira? Haverá uma cópia pirata de Revoada a seguir as intenções do autor? Tudo é mistério. Mas o caso está na Justiça. Umberto crê nela. Na Justiça dos homens.
A imagem mostra o ator baiano Nelito Reis (que no teatro fez o papel de Raul Seixas em montagem dirigida por Deolindo Checcucci.

6 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Um verdadeiro absurdo a atitude dos produtores neste episódio.
Manifesto aqui a minha solidariedade com José Umberto, e espero que consiga pleno sucesso em sua ação contra esses verdadeiros marginais.

TRATA-SE DE UM ROUBO!

Alessandra disse...

Estamos com você, José Umberto. Não lhe conheço, mas pelo que li no blog vejo que os produtores estão lhe passando a perna e, mais importante, tirando-lhe a autoria de uma obra que é sua. A montagem à revelia, como se está a processar, vai desfigurá-la. Sucesso na ação que move no poder judiciário. Se há justiça neste Brasil, ela tem de lhe ser favorável.

cabamacho disse...

Toda essa baderna por causa de um filme que ninguem vai ver mesmo? Arre!

Mariana Paiva disse...

Essa história é terrível. Boa sorte para José Umberto!

um abraço!

Mariana Paiva disse...

André, fiz um post sobre "O passageiro: profissão repórter" em meu blog, depois vai lá dar uma olhada!

abraço!

Romero Azevêdo disse...

Alguns( ou a maioria) podem discordar, mas acredito que nestes tempos de novas tecnologias é perfeitamente viável a existência de versões múltiplas de um mesmo filme. "Blade Runner"(Ridley Scott), por exemplo, já vai na quinta versão. O recente e belo "Across the universe" sofreu nas mãos dos produtores e a diretora Julie Taymor( mesma de "Frida") já avisou que a versão que ela recomenda é a que sairá em DVD.
Quer dizer, no tempo do celulóide atômico-analógico era mais complicado(quase impossível) fazer isto, hoje na era dos bits-eletrônicos não tem problema algum.
Então que os produtores lancem a versão deles( afinal também têm seus ireitos) e Zé Umberto lance a do autor. O público escolhe o que quer ver.Eu por exemplo vou esperar a versão de Zé.