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02 fevereiro 2008

A morte comanda o cangaço




Revi, há pouco tempo, A morte comanda o cangaço, nordestern do habilidoso artesão Carlos Coimbra (um dos melhores do cinema brasileiro), numa produção de Aurora Duarte. A sua lembrança vem bater em Revoada, de José Umberto, cujo imbroglio vem sendo discutido neste blog. E, ao que parece, a julgar pelas duas fotos aqui postas, a morte realmente comanda o cangaço no polêmico filme baiano vítima de seqüestro. Umberto quer resgatar um filão que já fez muito sucesso no passado: o do nordestern, cuja denominação foi dada por Salvyano Cavalcanti de Paiva. A nova geração não conhece, mas O cangaceiro (1953), de Lima Barreto, foi, talvez, o maior sucesso do cinema nacional em todos os tempos. A julgar pela bilheteria, o maior êxito é o de Dona Flor e seus dois maridos. Mas creio, assim como no caso de ...E o vento levou entre os mais celebrados pelo público,, que o filme mais visto da história da nossa cinematografia seja O cangaceiro.

2 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Com os mesmos Alberto Ruschel (o bom da fita) e Milton Ribeiro (no papel que o marcou de cangaceiro sanguinário), "A morte comanda o cangaço" foi um filme de muito sucesso na sua época e impressionou pelo uso da cor e realismo. Boa lembrança de um gênero (o nordestern) que desapareceu e agora parece finalmente ressuscitado. Aguardemos "Revoada"...

Nelito Reis disse...

É mesmo lamentável o que que vem ocorrendo, espero em breve tudo esteja resolvido e possa "Revoada" seguir o seu curso, tal como o idealizou Zé Umberto. Opinião cada um tem a sua e graças a Deus, isso faz a roda girar. Mas há que se preservar o sagrado direito de expressão do indivíduo e ouso dizer, sobretudo, do artista, digo o verdadeiro, cujo ofício busca jogar luz nas sombras da sociedade de forma a facilitar a reflexão, o debate e a conquista de tempos melhores. Sim, aguardemos "Revoada", onde trabalhei (fiz o "Gavião") e ao qual sou muito grato e a Zé, seu genitor. Em tempo, o casal nas fotos são "Pancada" e sua companheira, Maria, sensivelmente interpretados por Bernardo Del'Rey e Nayara Homem.