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29 janeiro 2008

Entrevista exclusiva com José Umberto

Conheci José Umberto Dias quase em meados do século passado, quando ele, ainda estudante secundarista, do Colégio de Aplicação, entrou para um grupo de iniciação cinematográfica do qual eu, este bloguista, ainda de calças curtas, fazia parte. Era uma época diferente da atual, um momento histórico, 1966, de grande politização, de cultura literária, de sérios compromissos com a arte do filme. O oposto desta chamada contemporaneidade que se caracteriza pela cultura audiovisual tout court e um desprezo absoluto pela leitura, pela política, pela humanidade, pela solidariedade. Mas são fatos pretéritos. O que vale, aqui e agora, e o que se está a tentar desvendar, é este mistério em torno de um seqüestro fílmico cujo imbroglio, a rigor, bem que valeria um roteiro para ser inscrito num desses famigerados - e mendigados - concursos. José Umberto atendeu de pronto à minha solicitação para uma entrevista exclusiva para este blog. Formulei por escrito as perguntas que JU, recebendo-as, mas respondeu com a prontidão e a seriedade que lhe são características. Sem mais delongas, vamos a ela:
André Setaro: Por ser um filme aparentemente de gênero, o nordestern, o resultado final, que foge às normas da gramática tradicional, não ficou adequado ao mercado. Não estaria nisso, numa época em que a criatividade está ausente do cinema brasileiro diante da ânsia da captação de recursos e a inclusão mercadológica, o pomo da discórdia?

José Umberto: O cinema sendo aquilo que bate na tela... e o resto é sobra. Revoada se constitui num filme em busca de uma dramaturgia popular. O cangaço, para mim, converge para uma fenomenologia de juventude sertaneja pré-industrial. O jovem sem perspectiva que opta pela revolta através da lei do talião: olho por olho, dente por dente. Historicamente representa uma posição de vanguarda ética. Baseando-me nesses pressupostos, criei então uma estória linear (dando ênfase à oralidade de uma época que se foi) em que acentua o aprofundamento de personalidades originais dentro de um habitat. Um filme de personagens, portanto. E desenvolvo uma perseguição em que o último bando de cangaceiros é ceifado pela volante policial. A morte como limite da existência. Daí ultrapassar o regional e penetrar na dimensão universal. Embora centrado na dinâmica da cultura brasileira que deseja dialogar com o público inteligentemente.

AS: As leis de incentivo fiscal fazem com que o cineasta escreva um roteiro já a pensar no gosto da empresa patrocinadora. Os filmes nacionais, se, por um lado, ganharam em técnica, perderam, no entanto, em linguagem e estética, a considerar que o mercado não tolera experimentações. A extremada concepção autoral de Revoada não provocou certo atrito neste particular?

JU: Meu caro André, o filme ainda não está pronto. Realizei no Rio de Janeiro, com o montador Severino Dadá e o seu filho André Sampaio, uma pré-montagem/edição que ficou com 130 minutos. Analisei este material e estou com 148 alterações de mudança neste primeiro rascunho, vamos dizer assim. Acontece, porém, que retornei a Salvador para sofrer uma cirurgia de urgência e, por conta disto, o Sr. Rex Schindler se aproveita desta vulnerabilidade humana para seqüestrar todas as imagens e os sons de Revoada. Um total de mais de 16 horas. Um gesto truculento, maquiavélico, covarde e desumano que me obriga a tornar pública a questão. Não pela polêmica de torre de marfim... mas pela abertura saudável e lúcida de uma discussão que amplie a nossa visão do significado da situação atual do cinema brasileiro. Não devemos e nem podemos jogar a sujeira para baixo do tapete. Isso não. Enfrentemos de cara os nossos problemas sem subterfúgio.

AS: Não há, no cinema brasileiro, mais espaço para um Candeias, um Mojica Marins, entre tantos outros rebeldes e criadores. Tudo está muito moldado ao mercado - e Deus é o mercado!. A visceralidade do pretérito, os arroubos lingüísticos do Cinema Novo, por exemplo, deram lugar a um certo classicismo na concepção do espetáculo cinematográfico. Revoada é um filme que contraria a ação em movimento, a privilegiar, ao que parece, as tomadas longas e um excessivo tom teatral das interpretações. O que você tem a dizer sobre isso?

JU: Há espaço para tudo: basta querer e não ser conformista. E me desculpe, professor, eu não pretendo sair do foco deste presente debate. O nosso cinema está sendo subsidiado por incentivo fiscal. Logo, os cineastas têm responsabilidade pública. A nossa liberdade passa então pelo sagrado erário popular. Esse 1 milhão de reais aplicado em Revoada poderia ter ido para a educação, saúde ou para a segurança de nosso País. Mas não, foi para um filme, foi para o patrimônio cultural brasileiro. Quando percebi que o “produtor”, por mim indicado ao Ministério da Cultura, estava com um balancete onde apresentava indícios de corrupção... então me indignei como cidadão e apresentei uma Ação Popular na Justiça Federal e no Ministério Público desde agosto do ano passado. E aí minha consciência está tranqüila, André. Durmo em paz... uma vez que, quem não deve não teme. Busco a justiça dos homens: espero a sentença correta. E assim presto contas ao meu espírito. Só quero isso, e concluir meu filme para que o mundo possa assisti-lo e contemplá-lo.

AS: Apenas constatando fatos. O cinema experimental, se, algum dia, já pôde ser visto no mercado, não tem mais nem hora nem vez. A estética do videoclipe e as tomadas rápidas dão a tônica do espetáculo cinematográfico contemporâneo, chegando a haver, na minha opinião, uma morte agônica do verdadeiro cinema. Você não estaria, neste ponto, a se imaginar ainda nos tempos áureos do Cinema Novo?

JU: O meu tempo é este: aqui-e-agora. Quando converso com você, por exemplo, dedico o meu tempo a lhe ouvir e, se possível, responder. Costumamos a dedicar tempo às abstrações. No entanto, vivo um instante concreto de minha vida. Estou sendo violado como artista. Sinto-me na era da Inquisição: perseguido pela intolerância. Não aceito a impunidade, tão em moda. Não aceito a mediocridade, tão cultuada.
Assumo o meu exílio voluntário. Cultivo a minha solidão construtora. Por ventura, não estou só. Sei que tenho boas companhias, meu caro crítico de cinema. É uma sensação que me conforta, creia. Encaro o ceticismo como alto grau de evolução. Agora, não sou niilista.Aposto no crescimento interior. Na luz que se traz dentro de cada um. Acredito nos homens e nas mulheres de boa vontade, assim na terra como no céu.
O meu tempo é o tempo da criação. Sem me guiar por modismo ou por ortodoxia. Não acredito no novo nem no velho. Tenho fé na eternidade de um artista como O Aleijadinho, marco da imortalidade. Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santos e Graciliano Ramos está no Panteón. A obra verdadeira transgride a temporalidade. Muitas vezes reconhecemos certos gênios após séculos. E o cinema é uma linguagem ainda na era infantil. Muita água rola debaixo da ponte. “Cinema é cachoeira” declarou o clássico Humberto Mauro.

AS: Há, creio, uma certa literatice no roteiro de Revoada, quando todo roteiro deve ser, antes de tudo, indicativo. Sei disso porque o li certa ocasião quando de um concurso de roteiro do qual ele fez parte. O discurso de seus cangaceiros é um somatório de literatura e teatro, a se perder de vista, nisso, o cinema. Por que não procurou um dínamo mais vibrante haja vista o que li nas mensagens em relação à montagem feita no sul?

JU: Nossa mente ainda está dominada pelos conceitos da física clássica. A dicotomia, por exemplo, é um vício ultrapassado de análise. A literatura, o teatro e o cinema são “dínamos vibrantes”. Eu não separo o que é íntegro: a unidade estética. Walter da Silveira nos ensinou que o homem pré-histórico já fazia cinema virtual nas cavernas rupestres: a busca da decomposição da imagem é um sonho arcaico. O cinema contemporâneo superou esse debate. O nó foi desatado. “O Ano Passado em Marienbad” (1961) de Alain Resnais e Robbe Grillet encerrou a fronteira do “específico cinematográfico”. As portas da percepção estão abertas. Basta entrar por elas e dar vez ao seu potencial criador. Tudo é possível, inclusive o impossível. Só é preciso estar atento e forte.

AS: Quem, na verdade, roubou seu samba?

JU: Parodiando Noel Rosa, cinema não se aprende no colégio, não é mesmo Tuna Espinheira?. O samba ta no sangue, camaradinho.
Aprontei o projeto integral de Revoada para participar do concurso “Baixo Orçamento” do MINC/Sav, em 2005. Confiei no Rex Schindler, que só teve o trabalho de dar sua assinatura, reconhecer firma em cartório e alugar o CGC. Foi ingenuidade, da minha parte. Reconheço meu erro: o erro da confiança. Pois bem, André. A obra foi aprovada e, da condição de Autor do Projeto eu passei a ser Refém da produtora Rex Schindler Filmes e Serviços Ltda. Sofri um golpe, enfim.
Lembremos, vale a pena relembrar, em 1960 foi produzido Barravento com o roteiro de autoria do Luiz Paulino dos Santos que também rodou, inicialmente, 40 por cento da totalidade do filme. O Sr. Rex Schindler também aplica o mesmo golpe: Paulino é expulso... e assume Glauber Rocha a realização.
Nós sofremos de profunda crise ética. Essa é a enorme tragédia. Pois ela degenera a alma. E a cultura do esperto se apega à impunidade. A maldade, então, ganha status de instituição. É uma forma de ascensão social: nos Autos da Justiça Federal o Sr. Rex Schindler anexa uma foto ao lado de Jorge Amado. Para mim é como se a foto legitimasse a situação atual da cultura baiana: poderia ser também ao lado do Elevador Lacerda ou, alguns meses atrás, abraçado com ACM. Cultura do cartão postal, da fachada ou do sistema de coronelismo. A estrutura de dominação esboça-se pela artimanha que o poeta satírico barroco Gregório de Mattos já versava na Bahia colônia.

AS: Tenho notado que a lista dos chamados cineastas baianos não se manifestou a respeito, privilegiando os apupos e os parabéns corporativos. Você se acha, no momento, um peixe fora d'água do cinema baiano atual?

JU: O poeta Drummond se achava gauche. Eu também. Mas é que vivemos uma época sem lucidez. Ta difícil ser lúcido. Não é só Revoada que parou. Pau Brasil de Fernando Belens também paralisou. Por que? Quais as razões? Quais os motivos, pessoal? Hein?... Não podemos ir empurrando a miséria com a barriga. Um dia a casa cai... E são todos filmes promovidos pelo Estado brasileiro. Dão-se recursos financeiros e não se cobram resultados? É assim? Desse jeito... reticências.

AS: Hitchcock disse que todo filme tem que, obrigatoriamente, envolver o espectador. Mas você, assim é se me parece, segue a linha de um Tarkovsky em seu cinema, um cinema mais de mise-en-présence do que de mise-en-scène. Aqui não vai nenhuma crítica mas uma constatação. O que tem a dizer?

JU: Você assistiu ao meu último filme: Lua Violada? Se assistiu, você mesmo pode responder a questão como crítico de cinema. Quanto a Revoada só posso me pronunciar com o filme pronto. Não só eu me posicionar (minha posição é o filme em si), mas sobretudo a platéia. Já fiz vários filmes: não falo com a parede. Falo com gente: tou falando agora com você. Tou dialogando. Não vivamos com idéias pré-concebidas. Tarkovski não tem linha: ele é um poeta e se expressa com o cinema. O Bergman gostava muito dele. Como eu gosto de John Cassavetes, por exemplo. Porém isso não quer dizer nada. Não existe filme que não envolva espectador. Não existe nenhum. Agora, de que modo se envolver ? De que modo se relacionar? Há mil faces de heróis. Há mil perfis de cinema. Há, inclusive, o conceito do quase-cinema. A expressão é heterogênea: isso enriquece, companheiro. Veja só o padrão global de televisão (uniformização) engessando até o cinema, o teatro... sem falar no modo de falar do povo brasileiro. Vá num igarapé no alto Amazonas que tem lá uma cabocla falando igual à novela das oito. Isso é apocalíptico.

AS: Qual o interesse dos 'seqüestradores' em montar o filme à sua revelia?

JU: Pra dizer a verdade: Rex Schindler só pensou no dinheiro do Ministério da Cultura. Em nenhum instante ele pensou no filme: nunca leu o roteiro de Revoada, pra você ter uma idéia... até surrealista. Mas nosso País é o Febeapá do samba do crioulo doido. Esse folclore tem que acabar. Senão, permaneceremos subdesenvolvido em berço esplêndido. E o Brasil não merece esse atraso.

AS: Cavalo desce escada?

JU: Estarei sempre subindo escada. Ela nos eleva. Voar é com os pássaros. Todos têm direito de terem asas... e saírem em Revoada. Porque a solidariedade, o perdão e a compaixão salvam. E a libertação se oxigena nas alturas. Gagárin subiu além da atmosfera e gritou como uma criança: “A Terra é azul”. Foi a frase mais bela do século XX. Por que? Pelo simples fato dela estar repleta de espiritualidade: foi o coração que falou alto naquele momento iluminado.
Por favor, senhores, deixem-me terminar meu filme em paz e com liberdade de expressão. É só o que peço. E tenho todo o direito deste mundo: Revoada saiu de minhas vísceras. Só desejo produzir beleza para todos que o assista. Não mereço essa mutilação, meu povo. Afastemos o Demônio e nos rejubilemos com a consciência cósmica que é Deus, causa sui.

5 comentários:

Claudio Leal disse...

Setaro,
Quero deixar aqui minha solidariedade a José Umberto, pelo que ele representa ao cinema baiano e à preservação de nossa memória cinematográfica. Aí está a grandiosa reunião dos escritos de Walter da Silveira. Seus detratores seriam incapazes de trabalho de igual fôlego. E nenhuma das vivandeiras da Cineba têm autoridade ética para levar adiante uma campanha sórdida de desmoralização de JU. Há, sim, uma renca de oportunistas, dispostos a baixar a cabeça a qualquer burocrata de Brasília. Vejo uma senhora criticar o "Dem", rejeitando o aparelhamento da TV Pública pelo PFL, mas é a mesma que bajulava os novos-ricos do patriciado carlista, de Gaudenzi a menos cotados. Que JU recupere seu filme. Na loucura, na lucidez, a autoridade sobre a obra é do artista. Embora reconheça a integridade de Rex Schindler, dos poucos que tiraram dinheiro do próprio bolso para investir em cinema na Bahia, apóio a devolução de "Revoada" ao diretor. Seja qual for o resultado. Vale lembrar que Glauber Rocha já passou por maluco em jornadas stalinistas. A ponto de censurarem "Di". Que Província.

Tuna Espinheira disse...

Velho André:

Acho que o W. Web vai sucumbir afogado no próprio vomito. Não vale a pena ouvi-lo mais. Quando esta novela cabeluda se alastrar no conhecimento geral, quem deve ser escutado é o Rex Scindler, a versão dele agora se torna obrigatória. Um filme de longa metragem envolve muita gente, por mais barato é sempre caro e quando se trata de grana do erário, ainda vale mais. Não se pode jogar no lixo o acontecimento de uma produção baiana, vou repetir: esta roupa suja do cinema baiano tem que ser lavada em praça pública. A bola da vez é o Rex, a palavra está com ele, por bem ou por mal, deve explicação...

Jonga Olivieri disse...

Somente agora --eu que estou fora da Bahia--, posso estabelecer parâmetros para formar alguma opinião sobre o assunto.
Também (como você) conheci Zé Umberto nos idos dos 1960, cercados de idealismo e de uma Bahia de ruas tortuosas (e poeticamente saudosa) em que o idealismo de um cinema revolucionário nos envolvia e fazia sonhar.
Fiquei surpreso e estupefato com todo este episódio; o qual venho acompamnhado passo-a-passo em seu blog, ouvindo --ou melhor, lendo-- para me inteirar dos fatos.
Manifesto aqui o meu apoio ao Zé. Concluo que o que aconteceu foi a apropriação indébita de uma "autoria" a partir de acontecimentos pontuais, e, infelizmente inevitáveis. Aproveitaram o momneto...
E fica aqui a minha conclusão e todo apoio para que esta polêmica por si levantada tenha um final justo.

Romero Azevêdo disse...

Setaro, este blog talvez seja o único na web-brazilian que discute um tema como esse. O revôo interrompido de José Umberto, o emblemático anjo negro do cinema brasileiro, precisa ser esclarecido e resolvido nem que para isso seja necessária uma semana épica de debates e discussões (sem direito sequer de ir ao banheiro !)
O monumental( no sentido de estátua)produtor Rex Schindler Filmes e Serviços Ltda poderia dar a Bahia ,por exemplo,uma explicação sobre essa recorrente barraventada que assola mais uma vez o sofrido e talentoso cinema praticado na terra do Largo do Papagaio e do plano inclinado.

Tuna Espinheira disse...

Velho André:

Acabo de ler a entrevista com o Zé Umberto, roteirista/diretor, do filme (seqüestrado) REVOADA. Como não é do meu feitio dizer “amem” a tudo que ouço ou leio, tenho algumas considerações a fazer sobre palavras do entrevistador e entrevistado. No bojo das perguntas são passados conceitos tais como: os roteiros destinados à captação de recursos, são moldados ao gosto estético dos patrocinadores... corrijo para marqueteiros, são, na verdade estas sinistras pessoas que, fazendo às vezes de porteiros donos da verdade, selecionam e escolhem os que devem ser contemplados e abrem as portas aos amigos do Rei, seja nas empresas públicas ou privadas. O dinheiro é sempre público, produto da renuncia fiscal do Goverrno. Portanto é preciso ficar claro que, de forma alguma, existem produtores no Brasil à semelhança dos paises onde o cinema é, de fato, uma indústria auto-sustentável. A grana destas produções nacionais, tirando boa parte das ditas “marginais”, recolhe-se o vil metal rodando o grande chapéu do Governo. Quanto ao entrevistado devo dizer que não existe filme a discutir (embora ele reconheça isto), numa mesa de montagem, antes da edição final, muitos rumos poderão tomar a bússola do roteiro, até mesmo para desastrar a idéia original. Cabe ao diretor, e somente ao diretor, apalavra final, o momento de dizer: “Habemos Filme”, e liberar a fumaça branca. É preciso, urgentemente, que se devolva o matéria filmado ao realizador, “doppo” tecer as críticas à obra pronta. O Cinema baiano deve exigir o direito deste filme não ser barrado no baile. A prioridade, absoluta, é a fita ficar pronta.

A entrevista foi oportuna e necessária.

Abraços

TUNA ESPINHEIRA