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15 outubro 2008

Vejam, clicando, "O Guarany"

O cinema Guarany deixou uma grande saudade para aqueles que o conheceram, que se formaram cinematograficamente vendo os filmes exibidos nesta sala. Em 1981, com a morte do cineasta baiano de Deus e o diabo na terra do sol, passou a se chamar Cine Glauber Rocha. Mas o que quero chamar a atenção de vocês é para a possibilidade de ver O Guarany, documentário de Cláudio Marques e Marília Hughes, que tem imagens raríssimas como a da noite de gala da inauguração do cinema, trechos de Redenção (1956/59), primeiro filme baiano de longa metragem dirigido por Roberto Pires, além do depoimento deste bloguista, Orlando Senna, Hamilton Correia, entre outros, que falam daquela boa época em que o cinema Guarany era uma referência marcante para a esfuziante província da Bahia. Para vê-lo, basta um clique neste link. É algo precioso.

10 comentários:

Jonga Olivieri disse...

O bom e velho Cine Teatro Guarany.
Vi (ou vimos) bons filmes naquela sala.
lembrei-me das pré-estréias que existiam aos domingos. Depois íamos comprar o 'Correio da Manhã', que só chegava em Salvador à tarde.
Mas, com todas as dificuldades, um tempinho bom.

Jonga Olivieri disse...

Somente hoje pela manhã tive tempo de acessar o link para o curta-metragem sobre o "Theatro Guarany".
As cenas antigas são excelentes.
Gostei tanto que o coloquei em meus Favoritos.
E parabéns pelo seu depoimento. Muito bom.

Romero Azevêdo disse...

Setaro, o Guarany para mim é o Capitólio( e o Babilônia também). Mas no velho Guarany de Salvador ví a "Lenda de Ubirajara", é o único que consigo lembrar.

Stela Almeida disse...

Impressionante como os filmes do Ciclo Baiano são atuais e reavivam a memória da Bahia. Ontem tive o privilégio de assistir uma sessão de A Grande Feira, no MAM. Além dos aspectos da leitura da narrativa através dos elos semântico e sintático, o filme traz uma leitura sociológica-histórica de um palco em permanente conflito: A feira de S. Joaquim. Uma riqueza de informações e traços de uma Bahia a ser redescoberta. Que o diga o Professor Setaro. Aliás, estou indo para acompanhar seu curso já que a oficina foi adiada.

André Setaro disse...

Obrigado Stela, você sempre gentil

André Setaro disse...

Romero,
Vi "A lenda de Ubirajara", de André Luiz Oliveira, no cine Tamoio. Se viu no Guarany, deve ter sido numa sessão especial, pois o lançamento se deu no Tamoio.

Romero Azevêdo disse...

Setaro, erta uma sessão comum mesmo, uma segunda-feira, sessão das 14 horas, lembro do sol forte na porta do cinema e o ar condicionado convidando para entrar rápido. Estive no Tamoio, talvez vendo "Dona Flor", mas não me lembro onde ficava( na Carlos Gomes ?)

André Setaro disse...

Romero,
Apesar de sua fantástica memória, creio que está a fazer pequena confusão. 'A lenda de Ubirajara', de André Luiz Oliveira, foi lançado exclusivamente no Tamoio e lembro que Nivaldo, gerente da Embrafilme, disse-me que o diretor não gostou porque achava o cinema simpático, mas pequeno, e queria que fosse 'acomodado' no Guarany, que em 76 não tinha o nome de Glauber Rocha. A U.P.I. (que se chamava C.I.C.) bateu o pe e respondeu que o filme era para público mais restrito e que não via, nele, viabilidade comercial. E, realmente, foi um fracasso de bilheteria.
Em relação a 'Dona Flor e seus dois maridos', você tem razão, pois o filme foi lançado em muitas salas simultâneamente. E passou também no Bahia (que ficava na rua Carlos Gomes) e no Tamoio. Interessante um fato que aconteceu: faltou uma cópia para preencher todas as salas marcadas e Nivaldo, o gerente da Embrafilme na época, designou um funcionário da empresa para ficar indo e vindo do Bahia ao Tamoio, cinemas pertos um do outro. Com horários diferenciados, é claro. Quando acaba de passar o primeiro rolo no Bahia, este era entregue ao funcionário que corria feito doido para o Tamoio. Há um momento em 'Cinema Paradiso' em que se conta história parecida.

Romero Azevêdo disse...

Fantástica memória ?

André Setaro disse...

Sim, Romero, você tem uma memória fantástica, capaz de se lembrar até da temperatura que fazia dentro do cinema quando da visão de um determinado filme.