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27 junho 2008

Para não dizer que não postei algo



Fala-se em Hollywood que Paul Newman, 83 anos, está com câncer no pulmão. Um dos grandes astros de sua geração, Newman passou a vida casado com a bela Joanne Woodward (que aparece na imagem em capa da revista Life ao lado dele). Acompanhei a trajetória do ator desde a sua mocidade até o envelhecimento. É uma pena que esteja terminal. O desaparecimento de Paul Newman significaria também a morte de um tempo.

Mas mudando de alho para bugalho, passei a semana a ver filmes americanos dos anos 40 e 50. Como se fala neles? Não é dado nenhum tempo para uma pausa. Hitchcock, um dos poucos cineastas que souberam entender que o cinema é uma estrutura audiovisual, dizia que a maioria dos filmes americanos é como se fosse "fotografia de gente a falando". E é verdade. O privilégio aos diálogos determina o apequenamento da mise-en-scène, que, em muito filmes, desse período, quase que desaparece. Há, portanto, duas espécies de cineastas americanos: aqueles que se preocupam com a mise-en-scène e aqueles que a desdenham para privilegiar mais a dramaturgia com os cortes regulamentares para passar a impressão de continuidade absoluta. No primeiro caso, e assim de memória, Robert Aldrich (A morte num beijo), Stanley Kubrick (O grande golpe), Robert Wise (Quero viver), Samuel Fuller (O beijo amargo), Jerry Lewis (O terror das mulheres, entre muitos outros), etc. .

2 comentários:

Romero Azevêdo disse...

Para mim, o grande papel de Newman é o de Hud, o indomado.
Quanto ao cinema dialogado( que as novelas reproduzem hoje)é uma característica dos filmes assentados na literatura, na história contada com palavras. Quem comanda a ação é a palavra, não a imagem. Repare que a câmera sempre está em quem está falando. Uma vez Glauber Rocha disse que o grande elemento nas tramas televisivas(novelas) é a porta, que introduz personagens e os retira de cena. Quer dizer, quem move a narrativa são as portas do cenário. Faz sentido.

Stela Almeida disse...

E o Homem que sabia demais, Os 39 Degraus,Rebecca, Quando fala o coração, Disque M para matar, Janela Indiscreta, Um corpo que cai, Intriga intenacional, Psicose, ah...ia esqueçendo...Os Pássaros. Viu?