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14 agosto 2011

O homem que dormiu

Edgard Navarro e Luiz Paulino dos Santos em O homem que não dormia, segundo longa de Navarro.
1.) Confesso (e mea culpa, mea culpa) que ainda não falei aqui de O homem que não dormia, de Edgard Navarro, porque, no dia da avant-première, que se deu quase dez da noite, estava desde a tarde a tomar chopp no Café-Teatro, apesar de uma virose já instalada. Quando foi o momento da projeção, fatigado, tive uma incontinência urinária que me fez sair da sala lotada e descer para ir tirar água do joelho lá embaixo, perdendo, com isso, quase dez minutos do filme. Quando voltei, senti-me febril e cansado, e, ainda,  resaqueado. Dormi durante a exibição - não por causa do filme, diga-se logo de passagem. Ao sair do teatro, senti-me aborrecido, porque não estava em condições de dar nenhuma opinião sobre o derradeiro trabalho de Navarro, realizador de reconhecido talento. Espero que tenha uma outra oportunidade. Talvez vá ao Festival de Brasília, quando o poderei contemplar em tela grande. Fica o registro.

2.) Orson Welles, o revolucionário diretor de Cidadão Kane, fez uma lista especial dos filmes que mais admirava para a revista inglesa Sight and Sound em 7 de setembro de 1952. Eias a relação.
  1. LUZES DA CIDADE (City lights, 1930), de Charles Chaplin
  2. INTOLERÂNCIA (Intolerance, 1916), de David Wark Griffith
  3. VÍTIMAS DA TORMENTA (Sciùscia, 1946), de Vittorio De Sica
  4. A MULHER DO PADEIRO (La femme de le boulancher), de Marcel Pagnol
  5. NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (Stagecoach, 1939), de John Ford
  6. OURO E MALDIÇÃO (Greed, 1924), de Erich von Stroheim
  7. NANOOK, O ESQUIMÓ (Nanook of the north, 1922), de Robert Flaherty
  8. O ENCOURAÇADO POTEMKIN (Brenonosets Pitiokim, 1925), de Serguei Eisenstein
  9. A GRANDE ILUSÃO (La grande illussion, 1937), de Jean Renoir
  10. O PÃO NOSSO DE CADA DIA (City Girl, 1930), de Friedrich Wilhelm Murnau

3 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Oportuno o contraditório o título desta postagem.
Quanto à listagem de Orson Welles, é de fato uma boa conclusão para a época em que foi feita!

Tati disse...

E imagine, Setaro, que tive o prazer de rever no Theatro Municipal do Rio, neste sábado, Luzes da Cidade com orquestra ao vivo! Foi realmente incrível, assim como o filme.

Hedre Lavnzk Couto disse...

Vênia, meu caro professor...
Sobre Navarro e seu último rebento: difícil falar de filmes de amigos, né? Ainda mais quando eles gestaram, embriagados, por décadas, um filho invertebrado (o homem que não dormia).
grande abraço.
teatrocomacaraje.blogspot.com