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14 abril 2011

O eterno retorno

Paul Newman - talvez na melhor interpretação de sua carreira - como o advogado alcoólatra  de  O veredicto (The verdict, 1982), de Sidney Lumet.

Dei-me férias do espaço virtual por dois meses. Alguns artigos aqui postados foram através de um pen-drive que levava comigo com alguns arquivos e que, ao sabor da hora e do humor do tempo, postava-os para não deixar a página completamente desatualizada. De vez em quando, e de quando em vez, conferia minha caixa postal. O fato é que, sem a navegação, aumentei muito a minha carga de leitura e a visão de filmes em DVD. Estou relendo os grandes clássicos do século passado (Dostoievsky, Balzac, Stendhal, Flaubert...). Com o pen-drive colocado no bolso dianteiro de minha calça, onde fica o isqueiro, muitas vezes tirava o pen e tentava -  sem resultado - acender o cigarro amigo com este, porque do mesmo tamanho. Sim, existe vida fora da internet. É claro que atualmente, e principalmente para quem tem colunas em jornais, o Microsof Word é indispensável, conditio sine qua non para o exercício da profissão de jornalista. Estava, antes do repouso internético, jogando muitas abobrinhas no Facebook e Twitter. Os dois reunidos estão promovendo a Primavera Árabe e causando um impacto positivo na rede de comunicação mundial. Mas eis que, de repente, morre Elizabeth Taylor, a última atriz do star system, a derradeira estrela do cinema nos moldes daquele feito no passado. E há poucos dias, a notícia do falecimento de Sidney Lumet. O que fazer? Todos nós começamos a morrer quando nascemos, eis a verdade verdadeira no sentido kantiano. Termino por aqui. Acho que estou ficando velho. C'est la vie!

3 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Até nos seus filmes menos aclamados, tipo VIDAS EM FUGA ou A GAIVOTA, Lumet demonstra sinceridade e garra. Fará falta.

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Jonga Olivieri disse...

Bom rever seus rextos poéticos. Bom saber que quando passo um e-mail ou comento neste blogue não o estou "torturando" numa Lanhouse da vida, mas sim dando-lhe o prazer de interagir apenas com aquela ida ao computador na sua casa... No seu conforto, após e/ou durante a fumadinha de cigarro.
André, fico feliz que tenha "ressucitado", porque a expressão é esta mesmo. Espero que permaneça na 'web' sem tropeços e escalas.
Finalizando a morte de Liz, um tanto quanto aguardada e a de Lumet --nem tanto--, embora a sua idade já indicasse um fim previsível deixaram o cinema (agora em novos tempos) desprovidas de toda uma era, uma era de ouro!

ARMANDO MAYNARD disse...

"Sim, existe vida fora da internet" caro Setaro, mas sem fumaça. Um abraço, Armando.