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01 maio 2011

Adalberto Meireles faz sua estreia em blog obrigatório

Sobre ser principalmente um jornalista, Adalberto Meireles nutre, no entanto, desde tenra idade, uma paixão avassaladora pelas imagens em movimento. Crítico bissexto, para desgosto de seus admiradores, que o preferiam diário, publicou vários artigos sobre cinema há alguns anos no jornal A Tarde. Mas, por um desses mistérios indecifráveis, abandonou os escritos fílmicos para se dedicar ao jornalismo e à programação da Sala Walter da Silvera - que já deixou há alguns anos.

Além de seu texto límpido, com estilo, conhece profundamente os labirintos da chamada sétima arte. Não seria exagero dizer que é o melhor crítico de cinema de sua geração. Assim, a notícia de sua estreia com o blog C de Cinema surge, desde já, alvissareira, porque os seus escritos, tem-se certeza disso, vão enriquecer os cinéfilos baianos, que contam, nos dedos, os blogs confiáveis. Escreve-se, hoje, sobre a arte do filme, a torto e a direito no espaço virtual. Poucos, porém, os que entendem realmente do assunto.

Segundo Adalberto, "agora é definitivo: o  blog .C de cinema estará no ar nos primeiros minutos de domingo, 1 de maio; temos, portanto, um encontro marcado. Quero fruir. Minha proposta é provocar, perguntar e responder: por que um filme, um cartaz, uma foto, uma sequência, uma simples imagem de cinema inquieta e emociona tanto. Para isso, tomei emprestado, como sloganO prazer dos olhos,  título de um livro de François Truffaut,  um dos mais renomados  cineastas franceses do pós-guerra e um teórico do cinema, do filme, da arte do filme.


O C de Cinema já está no ar. Vamos lá! O endereço é: http://pontocedecinema.blog.br/

4 comentários:

adalberto disse...

André, é emocionante e recompensador ouvir isso de você, um crítico que sempre li. Ia muito ao cinema, quando criança. Lembro das horas que passava na Biblioteca Monteiro Lobato, lendo ou vendo revistas de histórias infantis, levado por minha irmã, para depois ir ao Cine Nazaré assistir a filmes como Um Dia Um Gato. Mas foi nas páginas da Tribuna da Bahia, a vibrante Tribuna dos anos 70, que, no início da adolescência, encontrei suas críticas. E me perguntava: quem é esse cara? Por que ele fala assim dos filmes? Esses filmes, aos quais assistia muitas vezes driblando a censura e os porteiros do cinema, eram títulos como Amarcord, Um Estranho no Ninho, Gritos e Sussurros, Violência e Paixão. Infindáveis. Como infindáveis eram suas críticas que, seguramente, foram responsáveis por despertar em mim este interesse pelo filme, a arte do filme.

André Setaro disse...

Obrigado, Adalberto! Fiquei sensibilizado com o seu depoimento. E sem palavras.

Jonga Olivieri disse...

Belo blogue o do Adalberto. Aliás, aquilo quase é um site. Tem uma dinâmica diferente destes blogues da(o) 'Blogger'.
Mas demorei a postar este comentário porque tive um dia de entras e sais, vais e vens e só queria postar alguma coisa após ver. ler e assimilar um pouco dele.
E psso afirmar, André, que gostei muito do trabalho de Adalberto, suas postagens e pontos de vista.
Aliás, reforçados pela bela mensagem que lhe enviou acima.
Já está entre os meus favoritos para uma leitura habitual.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O texto de Adalberto é uma maravilha.

Abraço bom,

O Falcão Maltês