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05 abril 2009

Momentos da arte do filme

Já saindo da casa dos 70.000 visitantes, quero agradecer a paciência e a disposição que estes tiveram em aturar o blog, que, apesar de algumas vezes parecer pedante, veste, no entanto, as sandálias da humildade. Mas se o Setaro's Blog, inexplicavelmente, obteve sucesso, relativo êxito no espaço virtual, embora suas imensas falhas, outro blog que tenho, Momentos da arte do filme ( http://setaroandreolivieri.blogspot.com/ ) se encontra às moscas (ou quase isso). Neste, coloco vídeos de filmes retirados da You Tube e faço comentários. A inclusão de Di Cavalcanti no Setaro's Blog foi uma excepcionalidade, porque, aqui, não costumo colocar vídeos, deixando-os para os Momentos...

O cartaz acima é de um filme de Vincente Minnelli, uma deliciosa comédia como só Minnelli sabia fazer: Brotinho indócil, 1958 (o mesmo ano de Gigi, último musical da fase áurea de Hollywood), obra de sensibilidade, elegância, mise-en-scène, finesse, enfim, tudo nos moldes minnellianos (sou um minnelliano de carteirinha). Nestes tempos bicudos, de cortes incessantes, de tomadas rapidíssimas, espiritismo, ver um filme de Minnelli é um bálsamo. Em The reluctant debutante, a excelente atriz inglesa Kay Kendall (que viria a morrer no ano seguinte de leucemia e era a esposa de Rex Harrison) tenta, desesperadamente, mas com elegância, apresentar a enteada (Sandra Dee) à alta sociedade londrina.. Também presentes no elenco: Rex Harrison, John Saxon, Angela Lansbury.

8 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Momentos da arte do filme é um dos meus endereços prediletos na internet. Ali estão selecionadas cenas memoráveis do cinema.

Sergio Andrade disse...

Meu caro, parabéns pelos mais de 70.000 visitantes. Este espaço é visita obrigatória para mim. Longa vida ao Setaro's Blog. Que venham os 100.000, 150.000, 200.000...

Romero Azevêdo disse...

Caro 7aro, a efeméride bem que merecia uma mostra especial de filmes em torno do cabalístico número: "70 vezes 7” (argentino, de Torre Nilson), “7 homens e um destino”, “Os 7 samurais”, “7 vezes mulher”, “7 pistolas para os Macgregor”, “7 noivas para 7 irmãos”, “Seven”, “As 7 faces do Dr. Lao”, “A montanha dos 7 abutres”, “O leão de 7 cabeças”, “Branca de Neve e os 7 anões”, “Pavilhão 7”, “7 homens de ouro”, “As 7 vampiras”, “7 anos no Tibet”, “As 7 Evas”, “Cléo das 5 ás 7”, “Faixa vermelha 7000”, “7 covas no Egito”, toda a série de 007, e por aí vai.

André Setaro disse...

Obrigado Romero (vejo que o 7 é presença obrigatória em títulos de filmes) e obrigado também a Sérgio Andrade e a Jonga.

Stela B. de Almeida disse...

Momentos da arte do filme está incluído nos meus preferidos. Sobre os cartazes de filmes, similar às capas de livros, há um trabalho de criação apreciável e que muitas vezes não são objeto de contemplação e interesse. Percebo que você dedica atenção.

André Setaro disse...

Stela,

Alguns cartazes de filmes são verdadeiras obras de arte e, hoje, certos antigos, pela raridade, valem uma fortuna. Nos Estados Unidos, há cartórios para verificar se o cartaz é original. Um exibidor veterano, do interior da América profunda, tinha, nos seus guardados, um cartaz de "Nos tempos das diligências" ("Stagecoach", 1939), de John Ford, e, descoberto, vendeu por 300.000 mil dólares. No Brasil, os cartazes desenhados por Benício, valem muito dinheiro.

Cassiano Mendes disse...

Brotinho indócil é uma comédia muita fina e delicada. Tão fina e delicada que penso não ser do agrado do público de hoje. Concordo com você, Setaro: ir ao cinema, principalmente os complexos, é um inferno (a mastigação das pipocas, os celulares tocando, o pessoal conversando, a apatia, a indiferença, a demência...)

Marcelo Miranda disse...

Parabéns pelos 70.000, Setaro!