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30 abril 2006

Barbaridade


Quinta, vi anunciado que ia passar no Telecine Cult, O leão do inverno (The lion in the winter, 1968), de Anthony Harvey, (montador de Lolita e Dr. Fantástico, ambos de Stanley Kubrick), com um elenco de monstros sagrados: Peter O'Toole, Katherine Hepburn (ganhou um Oscar pelo desempenho primoroso da rainha, ex-aequo com Barbra Streisand por Funny Girl, de William Wyler), Anthony Hopkins (aqui, em seu primeiro papel no cinema, muito jovem e gordo), Tomothy Dalton (que, nos anos 90, foi James Bond), secundados por atores inglêses do proscênio teatral de altíssimo nível. Tinha um compromisso que levou a tarde toda, mas, perto da hora marcada, 19:30, saí antes do fim, para ver O leão do inverno, pois visto no cinema Tupy no fim da década de 60, guardava, dele, boa lembrança. Esta sala exibidora era especializada em exibir filmes em 70mm e, evidentemente, já foi fechada. Assim, o meu único contato com The lion in the winter foi "no esplendor dos 70mm". Filmado em cinemascope, pelo artista Douglas Slocombe, para suavizar o excesso de diálogos, porque baseado em peça teatral, The lion in the winter tem excelentes composições de enquadramento em plano geral e, nos momentos de diálogos, os personagens geralmente ocupam as laterais do quadro. Trata-se de um cruel e impiedosa reflexão sobre o poder com acentos shakespearianos, com roteiro do próprio autor da peça, James Goldman. Impossível reduzi-lo a uma tela cheia, por exemplo. Mas foi o que aconteceu. Iniciado, conservou o Cult, durante a apresentação dos créditos, o formato original. Findo estes, a tela se espicha para dar lugar ao full screen. Quinze minutos decorreram para que, hidrófobo, desligasse, incontinenti, a televisão.

Aliás, os canais telecine não respeitam mais o formato cinemascope. Agora mesmo, domingo, ia ver Viagem ao fundo do mar, de Irwin Allen, mas fizeram o mesmo: após os créditos, as imagens se esticaram, e, também, estiquei-me do sofá para fazer outra coisa.

3 comentários:

Nicolau Gomes Quadros disse...

Setaro,

Acho que está na hora de você cancelar a sua assinatura da Net com os canais telecine. Pelo que vejo, vez por outra, está sempre a reclamar da 'tela cheia' e da redução do cinemascope. Também, devo confessar, fico irritado e, por isso mesmo, cancelei a minha assinatura. A programação dos telecines, que era excelente em torno de 2000, está cada vez mais fraca. Não sinto falta da Net, pois gasto muito menos alugando dvds para ver em casa. O Canal Brasil noutro dia, segundo um amigo que, como você, ainda insiste na Net, contou-me que 'Amarelo Manga' foi exibido em standard, quando o filme é em cinemascope, assim como 'Durval Discos'.
Um grande abraço

Ronald disse...

Acho iso que o Telecine faz uma puta sacanagem!

Anônimo disse...

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